Fernando Jorge: “Vamos fazer realmente uma revolução no futebol”

quarta-feira, 06 de dezembro de 2017

Nome conhecido entre os torcedores do Bahia, o empresário Fernando Jorge Carneiro, ex-presidente do Conselho Deliberativo do clube, volta à cena para a disputa do cargo de mandatário do Tricolor em 2018. Candidato à presidência na eleição do próximo sábado, pela chapa ‘Voltar a Sorrir’, tenta pela terceira vez a sorte no pleito. Segundo ele, como forma de retribuir as alegrias que o time lhe deu desde a infância.

 

Fernando concorreu à presidência anteriormente em 2005 e 2008, como opositor de Marcelo Guimarães e Marcelo Guimarães Filho. Militante, participou diretamente do grupo do qual saiu a ação que resultou na intervenção judicial no clube, em 2013, e culminou com a saída de Guimarães Filho. Em sua chapa, o empresário se junta ao radialista Antônio Tillemont, que também concorreu duas vezes à presidência: em 2013, para o mandato tampão que substituiu Marcelo Guimarães Filho, e em 2014, quando acabou como segundo mais votado, perdendo para o atual mandatário, Marcelo Sant’Ana.

Fernando Jorge garante, se eleito, priorizar o futebol do clube e conquistar títulos. Apesar de se considerar uma alternativa de oposição à candidatura do ex-secretário municipal de desenvolvimento e urbanismo Guilherme Bellintani, que é apoiado pelo atual presidente, o candidato reconhece a boa gestão administrativa de Sant’Ana, mas frisa que o atual mandatário deixou pontos a serem melhorados.

O empresário valoriza sua história de trabalho e militância no clube para se apresentar como o candidato ideal. “Tenho uma história no Bahia, que começa aos 15 anos de idade nos gramados, depois como dirigente, como conselheiro. Participei de todo o movimento de oposição, começando com aquela passeata famosa pela concentração de mais de 50 mil pessoas [em 2006]. Também me candidatei em 2005 numa eleição extremamente sem condições de avaliar legitimidade. Tive 58 votos de 300 conselheiros naquela época. Logo depois seguimos o caminho jurídico, onde conseguimos uma liminar suspendendo a eleição e daí nasce o processo que nos leva a ter a possibilidade de intervenção com Carlos Rátis”, lembra.

“Em 2013/2014, como presidente do conselho deliberativo, apoiei Fernando Schmidt e de lá para cá não me achei mais com vontade de me candidatar. Volto agora, pois quero fazer uma união de todos os tricolores que participaram da democracia, que participaram da intervenção”, emenda.

 

Revolução no futebol

Sobre a aliança com Antônio Tillemont – fundador da empresa Antoniu’s, especializada em gerenciamento da carreira de atletas – o empresário explicou que a escolha se deu para priorizar o futebol. “Vou levar Antônio como meu vice-presidente. É um cara de 41 anos de gestão esportiva, que vive nesse ambiente. Então, o nosso foco maior vai ser no futebol, nós vamos fazer realmente uma revolução no futebol do Bahia, na sua base e na prospecção de novos valores, que é o grande ativo de um time”, explica o candidato.

Fernando Jorge considera que a gestão do futebol foi a grande falha da ‘era Marcelo Sant’Ana’, mas ele pretende manter os avanços na parte administrativa: “Minha prioridade nos três anos iniciais do mandato será manter toda a qualidade na gestão. Vamos mudar só aquilo que precisa ser mudado, que é o futebol. Depois disso, voltamos para outras áreas da gestão: aumentar e dobrar quem sabe o número de sócios, o Bahia não pode ter 4 milhões de torcedores pesquisado pelo Ibope e ter 16 mil sócios hoje, e com 10 mil inadimplentes. Mas, para melhorar isso, eu preciso de triunfos, títulos, eu preciso motivar a torcida, isso significa investir no futebol”.

Quanto à busca por jogadores, o empresário promete uma análise detalhada antes de assinar qualquer contrato. “Vamos melhorar esse critério de contratação. Vamos criar um sistema de monitoramento do futebol profissional, investir em pessoas competentes e em um sistema que acompanhamento de jogadores do Norte, Nordeste e Sul do Brasil, além do interior da Bahia”, lista ele, que critica a política de desenvolvimento dos atletas criados no clube.

“Os últimos jogadores da base foram lançados de forma errada, pois entraram em times que não davam confiança para a torcida. Você não tem como cobrar tanto de um jovem de 17, 18, 19, anos que nem sempre são estruturados emocionalmente. O lançamento de um jovem tem que ser bastante estudado”, prega.


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