Produção de petróleo da Venezuela cai para mínima em 28 anos em meio a crise

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

País produziu 2,072 milhões de barris por dia (bpd) em 2017, contra 2,373 milhões de bpd no ano anterior.

A produção de petróleo da Venezuela caiu cerca de 13% no ano passado, segundo dados divulgados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) nesta quinta-feira (18), atingindo uma mínima anual em 28 anos que sugere um aprofundamento na crise econômica do país e maiores riscos de um calote nas dívidas.

O país sul-americano produziu 2,072 milhões de barris por dia (bpd) em 2017, contra 2,373 milhões de bpd no ano anterior, uma queda de quase 300 mil bpd. Foi a maior retração entre os 13 países da Opep que se comprometeram com cortes de produção recentemente prorrogados para até o final de 2018.

Ao contrário dos cortes voluntários de produtores como a Arábia Saudita e a Rússia que buscavam elevar os preços, a Venezuela não tem conseguido evitar a queda de sua produção por seis anos consecutivos.

Uma destrutiva mistura de investimentos insuficientes, atrasos em pagamentos a fornecedores, sanções dos Estados Unidos e fuga de profissionais qualificados do país tem prejudicado a indústria de petróleo venezuelana.

A queda na produção também atingiu as exportações de petróleo -principal fonte de moeda estrangeira do país para pagamento de dívidas- e o refino, criando situações de escassez ocasional do combustível no país e em alguns de seus principais aliados, como Cuba.

A derrocada venezuelana é notável para um país da Opep que abriga as maiores reservas mundiais de petróleo. A retração da produção petrolífera também tem contribuído para piorar a recessão e a hiperinflação que tem resultado em milhões de pessoas que já não conseguem fazer três refeições por dia.

O Ministério do Petróleo da Venezuela e a estatal PDVSA não responderam a pedidos de comentário.

Governo anuncia liberação de R$ 420 milhões para o Rio Grande do Norte

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Informação foi divulgada pelo Ministério da Fazenda. Dos R$ 420 milhões, R$ 320 milhões serão destinados à saúde e os demais R$ 100 milhões, à segurança pública. Estado enfrenta crise financeira.

Ministério da Fazenda informou nesta terça-feira (16) que o governo federal vai liberar R$ 420 milhões para o Rio Grande do Norte.

Mais cedo, nesta terça, o governador do estado, Robinson Faria, esteve no Palácio do Planalto para se reunir com o presidente Michel Temer e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O Rio Grande do Norte enfrenta uma crise nas contas públicas, com atrasos nos pagamentos dos servidores, por exemplo.

Nesta segunda, o governo estadual enviou à Assembleia Legislativa um pacote de medidas de ajuste fiscal com 18 propostas para controlar os gastos públicos.

O repasse

Segundo o governo federal, dos R$ 420 milhões, R$ 320 milhões serão destinados à saúde e os demais R$ 100 milhões, à segurança pública.

De acordo com o Ministério da Fazenda, os repasses serão feitos por meio de convênios e programas já existentes.

O montante, acrescentou a pasta, é oriundo do Orçamento da União.

Greve de policiais

O atraso no pagamento dos servidores do estado fez os policiais militares e bombeiros do Rio Grande do Norte ficarem em greve por quase um mês.

Neste período, aumentaram os casos de violência no estado, com saques a lojas, mortes e assaltos.

Diante da crise na segurança, o Ministério da Justiça atendeu a um pedido do governo estadual e enviou tropas da Força Nacional à região para reforçar o combate aos crimes.

S&P rebaixa nota de crédito do Brasil

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Com o novo corte, rating do país fica 3 degraus abaixo do grau de investimento. Agência cita atraso em aprovação de reformas para ajustar contas públicas.

A agência internacional de risco Standard&Poor’s (S&P) rebaixou nesta quinta-feira (11) a nota de crédito soberano do Brasil de “BB” para “BB-“. Com isso, o rating do Brasil segue sem o selo de país bom pagador, mas agora três degraus abaixo do grau de investimento. Já a perspectiva para a nota mudou de negativa para estável.

O rebaixamento já era esperado por parte do mercado em razão das dificuldades do governo no para conseguir a aprovação da reforma da Previdência.

Na justificativa para a decisão, a agência apontou como “uma das principais fraquezas do Brasil” o atraso na aprovação de medidas fiscais que reequilibrem as contas públicas.

“Apesar de vários avanços da administração Temer, o Brasil fez progresso mais lento que o esperado em implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento”, destacou a S&P, acrescentando que a incertezas por causa das eleições de 2018 agravam esse cenário.

Além da dificuldade em aprovar reformas com efeitos de longo prazo, a S&P destacou ainda que “ocorreram retrocessos até mesmo medidas fiscais de curto prazo – como uma determinação para suspender o adiamento das altas de salários dos funcionários públicos e as contribuições de segurança social dos trabalhadores do setor público”.

Meirelles lamenta atraso na reforma da Previdência

Após o anúncio da decisão, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, lamentou que o Congresso não tenha aprovado a reforma da Previdência até agora, informou o Blog do João Borges.

Além da reforma da Previdência, Meirelles mencionou entre as medidas ainda não aprovadas a reoneração da folha de pagamento de empresas, a taxação dos fundos exclusivos, o adiamento do aumento dos servidores públicos (suspenso por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal) e o aumento de 10% para 14% da contribuição previdenciária dos servidores públicos.

Jornalista da BBC se demite por discriminação salarial

segunda-feira, 08 de janeiro de 2018

Desde o ano passado, BBC passou a revelar os salários de seus funcionários mais bem remunerados.

A jornalista da BBC Carrie Gracie anunciou nesta segunda-feira (8) sua demissão como correspondente na China em função da discriminação salarial entre homens e mulheres no consórcio dos meios de comunicação públicos britânicos. Carrie trabalhou na BBC por mais de 30 anos.

Gracie falou da crise de confiança que a BBC vive desde que o consórcio se viu obrigado no ano passado a revelar os salários de seus funcionários mais bem remunerados.

“Os dados mostraram uma indefensável brecha salarial entre homens e mulheres que fazem o mesmo trabalho”, escreveu Gracie em um artigo em que anuncia sua demissão.

Gracie abandonará o posto de correspondente na China e voltará para Londres.

A jornalista recordou que cerca de 200 funcionárias da BBC apresentaram queixas sobre seus salários.

Segundo os dados difundidos em julho passado, dois terços do pessoal que ganha mais de 150.000 libras por ano (US$ 203 mil) eram homens.

A demissão de Gracie foi amplamente difundida nos noticiários da BBC, que se defendeu das acusações assegurando que não existe uma discriminação sistemática contra as mulheres em seu serviço.

Petrobras anuncia acordo para encerrar ação coletiva em Nova York

quarta-feira, 03 de janeiro de 2018

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (03) um acordo para encerrar ação coletiva de investidores estrangeiros, que corre em Nova York, contra a estatal. Pelo acordo, a petroleira se propõe a pagar US$ 2,95 bilhões àqueles que compraram ações da empresa no mercado imobiliário americano.

É uma ação em que investidores estrangeiros acusam a estatal de enganá-los para comprarem ações da empresa enquanto era montado um esquema de corrupção que levaria a uma desvalorização dos papéis da companhia de petróleo brasileira.

A decisão de buscar um acordo se deve ao fato de que partir para um julgamento representava uma incerteza e um risco enorme. A avaliação da empresa é de que um acordo permite não só encerrar a disputa jurídica nos Estados Unidos movida por investidores como também diminui o risco de um pagamento muito mais elevado.

A ação foi protocolada no final de 2014 a partir das revelações feitas pela Operação Lava Jato. Investidores alegaram que foram ludibriados pela então direção da Petrobras, de que a empresa tinha boa governança e garantia de alta rentabilidade.

Em nota divulgada na manhã desta quarta no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal do petróleo diz que “o acordo, que ainda será submetido à apreciação do juízo norte-americano, objetiva encerrar todas as demandas atualmente em curso e que poderiam vir a ser propostas por investidores em ações e bônus da Petrobras adquiridos nos Estados Unidos”.

O texto diz ainda que “este acordo elimina o risco de um julgamento desfavorável que, conforme anteriormente reportado ao mercado no formulário anual arquivado na bolsa de valores brasileira e americana, poderia causar efeitos materiais adversos à companhia e a sua situação financeira” e “põe fim a incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessa ação coletiva”.

Com a Lava Jato, foi revelado um esquema de corrupção dentro da empresa e o preço das ações despencaram, causando enorme prejuízo para investidores. No acordo, a Petrobras não assume culpa no processo, diz que também foi vítima tanto quanto os investidores de empresários e funcionários que praticaram atos de desvio de recursos.

Apenas no final de 2014, o valor das ações da estatal tiveram uma perda ao final do ano de 37,6%. Naquele ano, a empresa registrou uma perda de valor de R$ 87,182 bilhões.

Fato relevante foi enviado à CVM na manhã desta quarta-feira. Se o acordo fechado for aprovado pelo juiz de Nova York, todas as atuais demandas ficam encerradas. E ações futuras também não poderão ser protocoladas. A empresa nega qualquer responsabilidade pelos desvios na empresa.

Por meio do acordo, a empresa brasileira irá pagar a indenização de US$ 2,95 bilhões em três parcelas.

  • duas no valor de US$ 983 milhões
  • e uma de US$ 984 milhões

A primeira parcela, segundo o comunicado da Petrobras, será paga em até dez dias após a aprovação preliminar do juiz norte-americano, que não tem prazo legal definido.

A segunda parcela será paga em até dez dias após a aprovação judicial final. A terceira em até seis meses após a aprovação final ou 15 de janeiro de 2019, o que acontecer por último.

A nota da estatal ressalta ainda que o valor total do acordo será provisionado no balanço do quarto trimestre de 2017. O texto divulgado pela empresa destaca que o “acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares pela Petrobras”.

A empresa se diz “vítima dos atos revelados pela Operação Lava Jato, conforme reconhecido por autoridades brasileiras, inclusive o Supremo Tribunal Federal”.

Para reforçar essa posição, a empresa diz que já recuperou R$ 1,475 bilhão no Brasil e continuará buscando todas as medidas legais contra as empresas e indivíduos responsáveis.

Para se defender de críticas à decisão de fazer um acordo, a estatal afirma que, além de evitar prejuízos maiores num julgamento, afirma que apenas 0,3% das “class action” (ações coletivas) chegam a fase de julgamento nos Estados Unidos. A maioria faz acordo.

Governo de PE anuncia 13º salário de servidores para sexta e aponta injeção de R$ 850 milhões na economia

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Informação foi repassada, nesta segunda-feira (11), pelo governador Paulo Câmara (PSB), no Recife. Serão beneficiados 90 mil inativos e 131 mil servidores da ativa.

Dinheiro do 13º para servidores de Pernambuco será depositado na sexta (15), segundo o governo do estado 

O Governo de Pernambuco vai pagar o 13º salário aos servidores estaduais na sexta-feira (15). O anúncio foi feito, nesta segunda-feira (11), pelo governador Paulo Câmara (PSB), após um evento ocorrido no Palácio do Campo das Princesas, sede da administração estadual, no Centro do Recife. Com isso, o estado vai injetar R$ 850 milhões na economia.

O pagamento do 13º salário contempla cerca de 221 mil pessoas. São 90 mil servidores inativos e mais 131 mil servidores da ativa. De acordo com Paulo Câmara, o estado se planejou para pagar o benefício, em uma época de crise financeira.

“Havia uma expectativa dele ser pago depois do dia 20, mas sentamos na mesa com toda equipe do governo e decidimos que temos que priorizar o 13º. Então, ele está sendo pago no dia 15 [deste mês]. Parcela única e integral para todos os servidores do estado de Pernambuco. A gente injeta na economia mais de R$ 800 milhões que, junto com o salário de novembro que já pagamos, vai dar um bom final de ano para as pessoas poderem fazer suas compras e se ajustar para iniciar 2018 com uma condição melhor”, pontuou o governador.

O governo ressaltou que, além dos recursos do 13º, a economia do estado teve outro reforço para o fim de ano. Na semana passada, segundo a administração estadual, mais R$ 850 foram injetados. Esse valor é correspondente aos vencimentos do mês de novembro.

O 13º Salário

Quem tem direito

Todos os trabalhadores que têm carteira assinada. Isso vale para trabalhadores rurais, temporários, domésticos, aposentados e pensionistas.

Trabalhadores autônomos e aqueles que não têm carteira assinada não tem direito ao benefício.

Quando é pago

O pagamento geralmente é feito em duas parcelas. Por lei, a primeira deve ser depositada até 30 de novembro. O prazo máximo para a empresa depositar a segunda é no dia 20 de dezembro.

Qual o valor

Quem trabalhou o ano todo ganha um salário cheio. Aqueles que foram contratados ao longo do ano vão receber um valor proporcional ao tempo de empresa.

A cada mês trabalhado no ano, o funcionário ganha o direito a receber 1/12 avos referente ao 13° salário.

O funcionário precisa trabalhar ao menos 15 dias para receber por aquele mês. Por exemplo, quem foi contratado no dia 10, terá o seu primeiro mês de trabalho contando no cálculo do 13º. Já quem começou no dia 18 não terá o primeiro mês incluído no cálculo do 13º.

As fraudes em alimentos que podem atrapalhar as ceias de Natal e Ano Novo

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Como evitar ser enganado na hora de fazer a ceia de Natal e de Ano Novo? No supermercado, por exemplo, durante a escolha de uma ave para assar, como saber se você não está comprando gelo pelo preço de peru?

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil contaram algumas possíveis “fraudes” que vendedores ou produtores de alimentos podem utilizar para enganar os consumidores na hora da ceia. Peru, chester, peixes, azeite, carnes embutidas e até enfeites natalinos entram nessa lista.

As tradicionais aves de ceias de Natal, como peru e chester, são justamente os exemplos mais citados como passíveis de fraude.

 (Peru, tradicional item da ceia natalina)
Isso porque, depois de abater e limpar os animais, os produtores precisam resfriar as carnes rapidamente para impedir a entrada de bactérias. Elas são mergulhadas em água gelada para iniciar o resfriamento – saem de uma temperatura de 30º C para praticamente zero, em poucos segundos. Parte dessa água é absorvida pelo corpo da ave, aumentando seu peso.

“A água e o gelo fazem parte do processo de produção de proteína animal, mas há um limite determinado por normas técnicas”, explica Alexander Dornelles, especialista em inspeção animal e membro do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa).

Esse limite, segundo norma do Ministério da Agricultura, deve ser de apenas 6% quando produto chega à gôndola onde consumidor pode comprá-lo. Ou seja, caso o peru ou chester tenham mais de 6% de água, o consumidor pode se considerar enganado.

Mas como descobrir se há algo de errado antes da compra? “O consumidor não tem como saber até preparar o produto”, explica Ederli Pereira Cardoso, gestora do centro de produtos pré-medidos do Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo). Na hora de assar, nesses casos, a ave pode diminuir de peso substancialmente.

“A água e o gelo fazem parte do processo de produção de proteína animal, mas há um limite determinado por normas técnicas”, explica Alexander Dornelles, especialista em inspeção animal e membro do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa).

Esse limite, segundo norma do Ministério da Agricultura, deve ser de apenas 6% quando produto chega à gôndola onde consumidor pode comprá-lo. Ou seja, caso o peru ou chester tenham mais de 6% de água, o consumidor pode se considerar enganado.

Mas como descobrir se há algo de errado antes da compra? “O consumidor não tem como saber até preparar o produto”, explica Ederli Pereira Cardoso, gestora do centro de produtos pré-medidos do Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo). Na hora de assar, nesses casos, a ave pode diminuir de peso substancialmente.

Salsichas e peixes também enganam

Os peixes também entram na lista de possíveis fraudes de fim de ano. Uma norma do Ministério da Agricultura limita a 12% a aplicação de água sobre a superfície dos pescados.

Dornelles também cita outro caso: quando o vendedor coloca um tipo de pescado mais barato dentro de uma embalagem de um produto mais caro. Assim, ele vende um peixe de valor menor por um preço elevado.

Norma do Ministério da Agricultura limita a 12% a aplicação de água sobre a superfície dos pescados

Segundo o especialista, isso pode ocorrer com o bacalhau – mais usado em ceias de Ano Novo. “O consumidor pode ser enganado porque normalmente não sabe diferenciar os tipos de peixe. Então, o vendedor coloca outro pescado mais barato e diz que é bacalhau, para vender mais caro”, diz.

Carnes embutidas, como salsichas, também podem ser fraudadas de maneira parecida, segundo Dornelles. Por norma, esse tipo de carne pode ter apenas 2% de amido – uma substância usada para dar a aparência e “liga” à massa de proteína. Em casos de fraude, o amido é adicionado em maior quantidade para substituir a carne.

“O vendedor reduz o custo e economiza dinheiro colocando amido, que é mais barato que a carne”, diz.

Nestes casos, Dornelles afirma que a melhor maneira de fugir de possíveis erros é escolher estabelecimentos que sejam registrados por órgãos de fiscalização, como agências sanitárias, ou comprar produtos de marcas que tenham o Selo de Inspeção Federal (SIF).

Embalagens e enfeites

Todos os finais de ano, o Ipem de São Paulo realiza operações para detectar esquemas de fraude em estabelecimentos do Estado de São Paulo. Segundo Cardoso, gestora do instituto de pesos e medidas, um dos esquemas mais encontrados pelo órgão é a cobrança pela embalagem – o que é ilegal.

Vendedor não pode adicionar ao preço final do produto o peso da embalagem, diz o Código do Consumidor 

Por lei, o vendedor não pode adicionar ao preço final do produto o peso da embalagem. Por exemplo, o recipiente plástico onde o peru é embalado deve ser descontado do valor da ave.

“O consumidor tem que pagar pelo peso líquido do produto, apenas o que ele vai consumir. Não pode pagar pela embalagem do chester, que em alguns casos chega a ter 70 gramas”, explica.

Ela diz que essa discrepância pode ocorrer também em casos de panetones, principalmente aqueles produzidos de forma artesanal – o produtor pode querer cobrar pela embalagem.

Cardoso aponta uma maneira simples de o consumidor descobrir se está sendo enganado nesse ponto. “Basta olhar no rótulo e ver se o peso da embalagem está sendo descontado”, diz. Em caso negativo, é possível denunciar o estabelecimento ao Procon.

Erros ou má-fé em medidas afetam até os enfeites de natal, segundo ela. “Às vezes, o consumidor compra um enfeite por metro e, quando abre a embalagem, descobre que o produto media menos do que o anunciado na venda”, diz.

Azeite puro ou ‘batizado’

O azeite de oliva virgem e extra-virgem, que tem como matéria-prima a azeitona, também pode ser alvo de adulterações, segundo Fátima Parizzi, coordenadora de qualidade vegetal do Ministério da Agricultura.

“Algumas marcas adicionam óleo vegetal, o que descaracteriza o azeite. O azeite virgem não pode ter edição de nada, deve ser um produto extraído apenas da azeitona”, diz Parizzi. “Algumas marcas colocam que vendem azeite virgem ou extra-virgem, mas estão vendendo óleo vegetal misturado”.

Além de checar se há óleo vegetal na composição, a fiscal dá outra dica para fugir do azeite “batizado”: unidades que custam menos de R$ 10 não são puros.

“A imensa maioria do azeite que compramos no Brasil é importado. Vem da França, Espanha, Portugal, Grécia. Um azeite com um preço muito baixo não é viável para o produtor. Ou seja, ele não conseguiria produzir algo puro e vender por menos de R$ 10, pois teria prejuízo”, explica.


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