Produção de motos sobe 16,7% no 1° semestre; indústria fica mais otimista

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Foram 494.684 motos produzidas no país de janeiro a junho. Previsão é que segmento cresça 11% em 2018.

 

A produção de motos no Brasil cresceu 16,7% no primeiro semestre de 2018, informou a associação das fabricantes, a Abraciclo, nesta quarta-feira (11).

Foram 494.684 motos produzidas no país de janeiro a junho, enquanto no mesmo período do ano passado o setor havia feito 423.750 unidades.

“A ampliação do crédito e estabilidade de índices econômicos têm sido fundamentais para a evolução dos negócios”, disse Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

O bom desempenho fez a indústria de motos brasileira rever as projeções do início do ano.

Antes, a expectativa era que a produção cresceria 5,9% em 2018, mas a agora a entidade prevê alta de 11%, o que significa produzir 980 mil unidades no ano.

“A demanda de motos estava represada desde o segundo semestre de 2017”, explica Marcos Fermanian, o que explica a expectativa maior de crescimento por parte da entidade.

Recuperação nas vendas

As vendas de motos novas voltaram a crescer pela primeira vez no 1º semestre depois de 7 anos de quedas consecutivas.

De acordo com a associação das concessionárias, a Fenabrave, o segmento teve alta de 6,9% no acumulado de janeiro a junho, em relação ao mesmo período de 2017.

Saques do Fundo PIS-Pasep não devem impulsionar o PIB como FGTS inativo, dizem analistas

terça-feira, 19 de junho de 2018

Economista estima que a medida ajude o PIB deste ano em 0,15 ponto percentual, enquanto impulso do FGTS no ano passado foi de 0,4 ponto em 2017.

liberação do pagamento de recursos do Fundo PIS-Pasep pelo governo pode ter um impacto positivo sobre o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, mas ele deve ser menor que os saques de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em 2017.

Em 2017, o consumo das famílias foi, ao lado do agronegócio, um dos puxadores do crescimento do PIB. E o avanço do consumo foi mais intenso no segundo e no terceiro trimestre do ano, indicando a influência dos saques do FGTS. Para as retiradas do PIS-Pasep, no entanto, a estimativa é diferente.

O economista Rodolfo Margato, do Santander, aponta que a liberação dos recursos do FGTS teve um impacto positivo de 0,4 ponto percentual sobre o crescimento de 1% do PIB em 2017. Enquanto isso, a liberação dos saques do PIS-Pasep, se for sacado o montante previsto pelo governo, será de 0,15 ponto percentual.

Economia do país piorou para 72%, aponta pesquisa Datafolha

terça-feira, 12 de junho de 2018

Pesquisa Datafolha publicada no site do jornal “Folha de S.Paulo” nesta segunda-feira (11) aponta que 72% dos entrevistados entendem que a situação econômica do país piorou nos últimos meses, ou seja: 7 em cada 10 brasileiros. Apenas 6% avaliaram que o quadro melhorou.

Na última pesquisa sobre o mesmo tema, em abril, 52% avaliaram que a economia havia se deteriorado. O instituto apurou ainda que 32% dos entrevistados disseram que a economia vai piorar nos próximos meses, e que 26% acreditam em recuperação. Ainda segundo a amostra do Datafolha, 60% dos entrevistados dizem que o Brasil é um país ótimo ou bom para se viver. Esse índice era de 48% em abril.

Desconto de R$ 0,46 no diesel só chegará às bombas se estados baixarem cálculo do ICMS, dizem distribuidoras

terça-feira, 05 de junho de 2018

Segundo entidade, redução no preço anunciada pelo governo nas refinarias desconsidera mistura de biodiesel, sem subsídio. Assim, desconto real seria de R$ 0,41.

Plural, entidade que representa as maiores distribuidoras de combustíveis, afirmou nesta terça-feira (5) que faltou transparência do governo federal ao anunciar o desconto de R$ 0,46 no litro do diesel nos postos. Segundo a entidade, na prática, o desconto real na ponta, a partir dos subsídios concedidos, é de R$ 0,41 e para se chegar ao total anunciado depende de cada estado reduzir o cálculo do ICMS sobre o produto.

Segundo o presidente executivo da Plural, Leonardo Gadotti, o diesel comercializado nos postos revendedores tem uma mistura obrigatória de 10% de biodiesel. O subsídio anunciado pelo governo é sobre o diesel mineral, que corresponde a 90% do produto vendido nas bombas.

“Os R$ 0,46 de desconto como foi anunciado não se refletem na bomba por si só”, afirmou Gagotti. De acordo com o executivo, o desconto na ponta, considerando os subsídios anunciados pelo governo, chega, então, a R$ 0,41.

“Pelo que o governo anunciou, o produto [diesel mineral] sai da refinaria R$ 0,46 mais barato e isso já acontece desde as 0h da sexta-feira. As distribuidoras associadas à Plural já estão repassando para os seus clientes integralmente. Mas, na medida em que a gente repassa o desconto, ele é sobre 90% do diesel vendido na bomba”, afirmou o executivo.

Na sexta-feira, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) havia alertado que a redução de R$ 0,46 por litro nas refinarias poderia não chegar às bombas dos postos de todos os estados e que o desconto dependeria da alíquota de ICMS cobrada em cada lugar.

Em coletiva na sexta-feira, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, confirmou que o desconto chegaria a R$ 0,41 considerando a mistura do biodiesel, mas declarou que foi omitido um dado fundamental. “Se nós deduzimos do valor que estava em vigor no dia 21 de maio os R$ 0,46 que estão sendo reduzidos pela Cide, PIS-Cofins e subvenção, a incidência, a base de cálculo para o ICMS está reduzida em R$ 0,46”.

Bovespa tem maior queda em mais de 1 ano; ação da Petrobras despenca mais de 14%

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O Ibovespa caiu 4,49%, aos 75.355 pontos.

O principal índice de ações da bolsa brasileira (B3), o Ibovespa, fechou em forte queda nesta segunda-feira (28), com o mercado ainda reagindo aos desdobramentos da greve dos caminhoneiros, com preocupação sobre o impacto nas contas públicas e nos diversos setores afetados. A baixa foi ampliada pela queda de mais de 14% das ações da Petrobras.

O Ibovespa caiu 4,49%, aos 75.355 pontos. Veja a cotação. Foi a maior queda diária desde o dia 18 de maio de 2017, quando o mercado reagiu às primeiras notícias sobre as delações da JBS envolvendo gravação de conversa com o presidente Michel Temer.

Imagem: G1

As ações da Petrobras caíam mais de 14%, após o anúncio do governo para reduzir o preço do diesel, do anúncio da greve dos petroleiros e diante da queda dos preços internacionais de petróleo.

A bolsa operou em queda durante todo o pregão, mas ampliou as perdas no final dos negócios.

 

Agência Nacional de Energia Elétrica prevê bandeira tarifária amarela em junho

terça-feira, 22 de maio de 2018

Segundo diretor-geral da Aneel, cenário quase não mudou em maio. Com isso, deve ser mantida cobrança de R$ 1 adicional a cada 100 kWh de energia consumidos. Aneel divulga bandeira na sexta.

 

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, afirmou nesta terça-feira (22) que a bandeira tarifária deve permanecer na cor amarela no mês de junho, o que significa uma cobrança extra de R$ 1 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia consumida.

A bandeira do mês de junho será divulgada pela Aneel na próxima sexta-feira (25).

“Como já entramos no período seco, não deve ter muita novidade. Eu tenho observado semanalmente as variáveis e acredito que deve continuar pela amarela”, disse. “Todo o cenário está na linha de manter [a bandeira na cor amarela]”, declarou.

Em maio, a Aneel fixou a bandeira tarifária em amarela. Entre janeiro e abril de 2018, a bandeira tarifária ficou na cor verde, e não havia cobrança extra na conta de luz.

A manutenção da bandeira verde coincidiu com o período de chuvas mais intensas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde estão as principais hidrelétricas do país.

Com mais chuva, o armazenamento de água nos reservatórios sobe e o país usa ainda mais energia gerada por hidrelétricas, que é mais barata.

No início do período seco, aumenta a possibilidade de acionamento das usinas termelétricas para poupar água dos reservatórios. As térmicas geram uma energia mais cara, e o dinheiro arrecadado pela bandeira tarifária serve para cobrir o custo adicional com uso dessas usinas.

Governo trabalha para reduzir juros do consignado para setor privado no 2° bimestre, diz Planejamento

sexta-feira, 18 de maio de 2018

O governo trabalha para reduzir no segundo semestre os juros do crédito consignado para trabalhadores do setor privado com a utilização do saldo no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia, informou o ministério do Planejamento nesta sexta-feira (18).

Em nota, o Planejamento informou que a investida demanda alterações simples em termos normativos, sem a necessidade de mudanças em lei.

“A Caixa Econômica Federal, como agente operador do FGTS, já está trabalhando nessa agenda. Neste momento, eles estão realizando os trabalhos de tecnologia da informação para montar uma plataforma que possibilite a operação. No segundo semestre deveremos ter novidades para os trabalhadores”, afirmou o secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do ministério, Julio Alexandre.

Ele acrescentou ainda que a medida não afetará a saúde financeira do FGTS, pois a garantia só será acionada em casos de demissão sem justa causa. Hoje, os consignados para a iniciativa privada representam menos de 6% do total, apontou o Planejamento.

 

Aumento de consignados para servidores e aposentados

Também nesta sexta-feira a pasta apresentou um balanço apontando que um ano após a decisão do governo federal de reduzir o teto dos juros em créditos consignados para servidores públicos e aposentados e pensionistas do INSS a concessão de financiamentos com taxas mais baratas ajudou a ampliar em cerca de R$ 16 bilhões o crédito na economia entre abril de 2017 e março de 2018.

“Até abril de 2017, quando o teto estava em 34,5% ao ano para o setor público e 32% para o INSS, o volume de empréstimos consignados crescia em média 0,2% por mês. Após duas sucessivas reduções do teto de juros no ano passado, o volume passou a crescer mais de 0,6% por mês”, disse o Planejamento.

Com a última diminuição em setembro, o teto dos juros no consignado passou a ser de 27,6% ao ano para servidores e de 28% ao ano para aposentados e pensionistas.


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