Relator admite modificar parecer da Lei de Diretrizes Orçamentárias, diminuindo corte nas despesas de custeio do governo

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Senador Dalírio Beber (PSDB-SC) afirmou que está disposto a estabelecer o corte de despesas de 5%, em vez dos 10% previstos inicialmente. Parecer deve manter proibição de aumento a servidores.

O senador Dalírio Beber (PSDB-SC) afirmou nesta quarta-feira (11) que está disposto a alterar seu parecer à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para prever um corte de 5% nas despesas de custeio – o texto original previa corte de 10%.

Na manhã desta quarta, os líderes partidários na Comissão Mista de Orçamento começaram a negociar um acordo para votação da proposta da LDO. Pelo entendimento firmado, será analisado na comissão será analisado somente o texto do relator. Os destaques serão levados para o plenário do Congresso, segunda etapa da tramitação do projeto.

“Se os 10% forem tidos, nesse momento, em função de todas essas dificuldades, como algo um pouco ousado, nós estamos dispostos a modificar para 5%”, afirmou o parlamentar, após reunião de líderes na comissão.

O senador afirmou, no entanto, que seu texto manterá a previsão de proibição do aumento para servidores e a criação de novos cargos públicos.

Também manterá a proibição da concessão de benefícios tributários e a proibição do reajuste de verbas usadas no exercício do mandato parlamentar.

Estes pontos, no entanto, também correm o risco de serem derrubados, já que deputados e senadores apresentaram os chamados destaques (sugestões de mudança no texto).

Sugestões de mudança

Aumentos para servidores – Levantamento realizado pelo G1 na lista dos destaques apontou que 19 parlamentares – seis senadores e 13 deputados – apresentaram sugestões para que seja retirado do texto do relator o trecho que proíbe a aprovação de projetos de lei ou edição de medidas provisórias para conceder aumentos na remuneração de servidores ou a criação de novos cargos na administração direta ou indireta.

O ponto que estes parlamentares querem retirar afirma: “Fica vedada a aprovação de projeto de lei e a edição de medida provisória relativos a concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras nos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, ainda que com efeitos financeiros posteriores a 2019”.

Exceções na contratação de servidores – Há sugestões de mudança também no trecho com as exceções à proibição de contratação de servidores. O texto do relator prevê as seguintes circunstâncias:

  • Poderá haver reposição de servidores nas áreas de educação, saúde, segurança pública e defesa, desde que vagas estejam desocupadas;
  • Será possível contratar servidores para as instituições federais de ensino criadas nos últimos cinco anos;
  • Poderão ser nomeados os candidatos que passaram em concursos já em andamento, cujo prazo de nomeação vence em 2019.

Na primeira hipótese, um destaque pretende retirar do texto os setores que poderiam ser beneficiados pela reposição de servidores: educação, saúde, segurança pública e defesa.

Na prática, se este ponto for suprimido, o texto vai passar a permitir a contratação de servidores para vagas desocupadas em todos os setores.

No segundo caso, os parlamentares querem retirar a expressão “criadas nos últimos cinco anos”. Com isso, o texto passará a permitir a contratação de servidores para todas as instituições federais de ensino.

Benefícios para servidores – Na lista de destaques constam ainda sugestões para suprimir o ponto do projeto que impede o reajuste, no ano que vem, de benefícios concedidos a agentes públicos, como auxílio-alimentação ou refeição, auxílio-moradia e assistência pré-escolar. Há pedidos para que o texto seja alterado no sentido de autorizar este reajuste de forma expressa – tendo como base a variação do IPCA, índice oficial da inflação.

Benefícios tributários – Há propostas também que retiram, do texto do relator, a proibição de que o governo conceda novos incentivos ou benefícios tributários. O texto do relator estabelece a vedação, mas permite a prorrogação dos já existentes por prazo máximo de cinco anos, desde que “o montante do incentivo ou benefício prorrogado seja reduzido em pelo menos dez por cento ao ano e que o respectivo ato seja acompanhado dos objetivos, metas e indicadores relativos à política pública fomentada”.

Verbas parlamentares – O parecer do relator impede que, no ano que vem, sejam reajustadas as verbas destinadas aos gabinetes dos parlamentares e os recursos usados no exercício do mandato. Há sugestões de que este trecho seja retirado do texto, liberando o reajuste de verbas ligadas aos mandatos de deputados e senadores.

Regra de ouro – Outro ponto que pode gerar discussões na votação do parecer da LDO é o que está relacionado à chamada “regra de ouro”, prevista na Constituição. Por este mecanismo, a Carta Magna impede que sejam realizadas operações de crédito (endividamento público) em montante superior ao total de despesas de capital (como investimentos).

Há uma exceção a esta regra no próprio texto constitucional: a autorização por meio de crédito suplementar ou especial, aprovado pelo Congresso Nacional. O relator manteve um dispositivo previsto no texto da LDO enviado pelo Poder Executivo, que prevê justamente despesas condicionadas à aprovação desse crédito.

Em nota conjunta sobre a LDO, as consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado consideram inconstitucional condicionar despesas à aprovação deste crédito. Para os especialistas, na prática, a proposta daria ao projeto do Orçamento da União uma autorização prévia para se beneficiar de uma exceção à regra de ouro, o que poderia gerar questionamentos no Supremo Tribunal Federal.

Desembargador que mandou soltar Lula já é alvo de seis pedidos de providência no CNJ

segunda-feira, 09 de julho de 2018

Rogério Favreto concedeu habeas corpus ao ex-presidente durante plantão no TRF-4. Decisão foi derrubada pelo presidente do tribunal, Thompson Flores.

O desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (8) é alvo de seis pedidos de providência no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Os pedidos foram apresentados a partir da decisão de Favreto. Advogados, políticos e membros do Ministério Público pedem a apuração de possível infração disciplinar do desembargador. A decisão de Favreto foi derrubada pelo presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores.

Um dos pedidos apresentados ao CNJ é assinado por 100 promotores e procuradores da República. Eles afirmam que a decisão de Favreto “viola flagrantemente o princípio da colegialidade, e, por conseguinte a ordem jurídica e o Estado Democrático de Direito”.

“A quebra da unidade do direito, sem a adequada fundamentação, redunda em ativismo judicial pernicioso e arbitrário, principalmente quando desembargadores e/ou ministros vencidos ou em plantão, não aplicam as decisões firmadas por órgão colegiado do tribunal”, afirmam os membros do MP no pedido.

O grupo quer o “afastamento liminar do citado desembargador federal, haja vista a ordem ilegal decretada em afronta à decisão unânime do TRF-4, referendado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”.

Também foram apresentadas reclamações pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB) e pelo Partido Novo.

A íntegra dos demais pedidos não está disponível no site do CNJ.

Guerra de decisões

Favreto concedeu habeas corpus a Lula alegando que um fato novo, a pré-candidatura à Presidência da República, o autorizava a tomar uma decisão durante o plantão judiciário.

Desembargador plantonista, Favreto decidiu no lugar do relator dos casos da Lava Jato na segunda instância, o também desembargador João Pedro Gebran Neto.

Gebran chegou a determinar que a decisão não fosse cumprida, mas a palavra final, após uma guerra de decisões, foi do presidente do TRF-4, Thompson Flores, que decidiu manter a prisão, afirmando que a pré-candidatura de Lula já era fato público e notório, por isso, não havia questão nova a ser decidida pelo plantonista.

Favreto é desembargador plantonista e já foi filiado ao PT. Ele se desfiliou ao assumir o cargo no tribunal.

Em setembro de 2016, durante votação da Corte Especial do TRF-4, ele foi o único que votou a favor da abertura de um processo administrativo disciplinar contra Moro e por seu afastamento cautelar da jurisdição, até a conclusão da investigação.

Favreto também já teve uma reclamação arquivada pelo CNJ em junho de 2017. O autor afirmava que o desembargador havia utilizado um blog para fazer críticas à atuação do juiz federal Sérgio Moro na condução dos processos da Operação Lava Jato.

O corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, entendeu que o autor não conseguiu comprovar sua alegação.

Escolas do Agreste e Sertão têm melhores índices de desenvolvimento em educação de Pernambuco

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Idepe atingiu maior nota desde o início do monitoramento, em 2000, e apontou os três melhores resultados de 12 categorias dos ensinos municipais e estadual.

 

As escolas do Agreste e do Sertão tiveram os melhores resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe) 2017. A média geral das unidades de ensino públicas foi de 4,5, maior índice registrado pelo estado, desde o início do monitoramento, em 2000. Também foram premiados os três melhores resultados de 12 categorias, das redes municipais e estadual.

Os destaques na educação receberam prêmios, na manhã desta quinta-feira (28), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no Centro do Recife. Professores e gestores de diversas escolas, além de prefeitos e secretários municipais, participaram da cerimônia.

A pontuação das escolas de Pernambuco, segundo o governo do estado, subiu de 4.1 para 4.5, de 2016 para 2017. Este também foi o primeiro ano em que uma escola atingiu as médias 7 e 8 na avaliação.

“Isso é fruto de um trabalho de muita gente, de gestores, professores, alunos, da comunidade escolar e de todos nós. É um caminho que vem dando certo, que tem melhorado as notas, as estruturas e a forma de se fazer educação”, discursou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).

O secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, também falou do destaque entre as escolas do interior do estado. “A gente percebe que a melhoria na educação se dá aqui no Recife sim, mas o interior do estado também está avançando muito”, afirmou o secretário.

Redes municipais de ensino

Entre as 10 escolas municipais com melhores resultados nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, quatro delas são do município de Bonito, no Agreste. Outras quatro são da mesma região e duas, do Sertão.

A melhor unidade de ensino da categoria foi a Escola Municipal Alaíde Barbosa de Lima, do município da Ingazeira, no Sertão, com média 8,46, a maior entre todas as categorias.

Em segundo lugar ficou a Escola Municipal Severino André de Luna, de Orobó, no Agreste, com média 8,07. E a terceira colocada foi a Escola Municipal Bernardo Sayao, de Bonito, com média 8,01.

Já na categoria dos anos finais do ensino fundamental, entre o 6º e o 9º ano, quatro das 10 melhores escolas são do Agreste, sendo três delas do município de Bonito. Outras seis são de diferentes cidades do Sertão.

Nesta categoria, a melhor escola, com média 7,56 foi a Escola Milton Pessoa, de Triunfo, no Sertão. Em segundo colocado ficou a Escola Municipal Bernardo Sayao, de Bonito, com média 7,39. E com média 6,84 ficou o Grupo Escola Barra Azul, também de Bonito.

Pela primeira vez também foram eleitos os 10 municípios com as melhores médias, considerando o resultado de todas as escolas de cada cidade.

Segundo a premiação do Idepe, as cidades com melhor índice nos anos iniciais do ensino fundamental são os municípios de Quixabá (6,41), Carnaíba (6,33) e Orobó (6,31). Já nos anos finais, os municípios que se destacam Panelas (5,94), Brejinho (5,74), Triunfo (5,47).

Em nenhuma das categorias das redes de ensino municipais foram eleitas escolas do Recife ou de municípios da Região Metropolitana.

Rede estadual de ensino

Na rede estadual de ensino, há apenas os anos finais do ensino fundamental. Das 10 melhores escolas da categoria, oito são do Sertão pernambucano, uma do Agreste e uma da Zona da Mata Norte.

Nesta categoria, foram eleitas com melhor resultado as escolas Tomé Francisco da Silva, de Quixaba, no Sertão, com nota 6,86, a Dário Gomes de Lima, de Flores, no Sertão, com 6,50 e a Professor Sebastião Ferreira Rabelo Sobrinho, de São José do Egito, na mesma região, com 6,39.

Entre as escolas dos anos finais do ensino fundamental da rede estadual também foram eleitas aquelas que obtiveram o maior crescimento se comparado com o ano de 2016.

As vencedoras foram Lions Clube de Carpina, na Zona da Mata Norte, com 58,2%; Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Carlos Pena Filho, de Salgueiro, no Sertão, com 55,5%; e Erica da Silva Leite, de Petrolina, no Sertão, com 50,8%.

No que diz respeito às escolas estaduais de Ensino Médio, oito das 10 melhores são do Sertão de Pernambuco e as outras duas são do Agreste. A escola Apolônio Alves da Silva, de Ibimirim, no Sertão, foi eleita a melhor entre elas, com nota 7,28. A unidade também venceu a categoria de maior crescimento, batendo 117,9% se comparado ao ano anterior.

A segunda melhor escola em ensino médio é a João Rodrigues Leite, de Carnaubeira da Penha, no Sertão, com 7,11. Ela também ficou em segundo na categoria de crescimento, com 73% a mais do que no ano anterior.

Já a terceira melhor escola de ensino médio foi a Erem João Batista de Vasconcelos, de Tacaratu, no Sertão, com 6,99. E a terceira maior em crescimento foi a Erem Jornalista João Ferreira Gomes, de Petrolina, com 72% a mais.

Entre as escolas estaduais com parcerias com outros órgãos, o Recife se destacou. O Colégio de Aplicação do Recife (FCAP UFPE) foi considerado o melhor nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, com notas 7,94 e 7,37, respectivamente.

Nos anos finais, o segundo colocado foi a Escola de Aplicação Professora Ivonita Alves, de Garanhuns, no Agreste, com 7,25, e a Escola Professora Vande de Souza Ferreira, em Petrolina, com 6,43.

No ensino médio, o segundo colocado foi o Anexo I do Colégio da Polícia Militar de Petrolina, com 6,45. O terceiro lugar foi também a Escola de Aplicação Professora Ivonita Alves, com 6,43.

As últimas duas categorias fizeram menção às Gerências Regionais de Educação (GRE), elegendo as que tiveram maiores médias e as que apresentaram maior crescimento em comparação com o ano de 2016.

Foram eleitas as melhores a GRE Vale Capibaribe, no Agreste, com média 5,19; a GRE Sub Médio do São Francisco, com 5,06; e a GRE Sertão do Pajeú, com média 4,89.

Já as que mais cresceram no último ano foram a GRE Moxotó Ipanema (14,3%), a GRE Metropolitana Sul (13,7%) e a GRE Sertão do Araripe (13,5%).

Câmara aprova projeto de lei que regula transporte de cargas

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Proposta estava entre as demandas dos caminhoneiros em negociação para encerrar a greve da categoria. A paralisação em protesto ao aumento do diesel alcançou 11 dias em maio.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o projeto de lei que estabelece um marco regulatório para o transporte rodoviário de cargas, incluindo a atividade dos caminhoneiros. O texto segue para votação no Senado.

A proposta foi uma das demandas apresentadas pela categoria para encerrar a paralisação em protesto ao aumento do diesel. A paralisação alcançou 11 dias e impactou o abastecimento de combustível e alimentos no país.

Entre as medidas em discussão no projeto de lei estão regras sobre o formato do contrato para o transporte e o pagamento de frete – que também é objeto de uma das medidas provisórias editadas pelo presidente Michel Temer.

O texto da Câmara também aumenta a pena para o caso de o motorista do caminhão participar de roubo de carga.

Negociação

Para conseguir a aprovação do texto, o relator da proposta, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), retirou dois trechos da versão final apresentada no plenário.

Uma das alterações retirou do projeto um dispositivo que assegurava ausência de vínculo empregatício nas subcontratações de serviços de transporte.

O trecho, porém, retornou ao projeto após a aprovação de destaque apresentado pelo MDB. Com a aprovação, contratos celebrados entre o transportador contratante e o subcontratado serão sempre de natureza empresarial e comercial, sem relação de trabalho ou vínculo empregatício.

Outro artigo retirado pelo relator para angariar apoio liberava caminhões de esperar em aduanas da Receita Federal em caso de inoperância. Com isso, os caminhoneiros não ficariam esperando a análise da carga.

Nesse trecho, as empresas de transporte apenas ficariam responsáveis de enviar, em até 7 dias, a documentação para a Receita.

Deputados que pediram a retirada do trecho alegavam que o dispositivo flexibilizava e permitia a entrada de cargas roubadas ou até materiais ilícitos no país sem fiscalização.

Denúncia que investiga se PT formou organização criminosa para fraudar Petrobras tem novo juiz

terça-feira, 19 de junho de 2018

Caso estava no STF e foi enviado à Justiça Federal em Brasília. Juíza declinou da competência atendendo a pedido do MP, que vê conexão com outro processo em que Lula é réu.

A denúncia de que os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, políticos e integrantes da cúpula do PT formaram uma organização criminosa para desviar dinheiro da Petrobras vai ser analisada por um novo juiz.

A juíza Pollyanna Kelly Alves, da 12ª Vara da Justiça Federal em Brasília , que havia recebido o caso quando foi remetido pelo Supremo Tribunal Federal, em março deste ano, atendeu pedido do Ministério Público Federal no Distrito Federal e entendeu que a denúncia tem que ser analisada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília.

Os procuradores e a juíza entenderam que esse caso tem conexão com outro processo no qual o ex-presidente é réu junto com o sobrinho de sua primeira mulher, Taiguara Rodrigues .

Além de Lula e Dilma, são investigados no caso os ex-ministros Antonio Palocci Filho, Guido Mantega, Edinho Silva e o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto. A senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo seguem tendo o caso analisado pelo Supremo.

Ao oferecer a denúncia, no ano passado, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que Lula “foi o grande idealizador da organização criminosa” e os demais políticos se associaram com o ex-presidente para desviar dinheiro da Petrobras.

Ao declinar da competência do processo, a juíza Pollyana destacou que o Ministério Público “narra fatos praticados pela mesma organização criminosa em relevo” e que a denúncia “versa sobre a organização criminosa responsável pelos crimes descritos na ação penal cuja competência é da 10ª Vara da Justiça Federal”.

O processo em que Lula e Taiguara são réus é derivado da Operação Janus, da Polícia Federal. Lula é acusado de usar seu poder e influência na época em que ocupou a Presidência para que a Odebrecht conseguisse empréstimos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em troca, a empreiteira teria contratado uma empresa de Taiguara. A defesa de Lula nega as acusações.

Radialista Dinho Santos pode ser candidato a Deputado Estadual

sábado, 09 de junho de 2018

O radialista Dinho Santos, apresentador do Programa Na Boca do Povo, transmitido pela rádio ASAS FM, foi procurado pelo partido AVANTE – antigo PTdoB – e feito o convite, através do deputado federal Silvio Costa para ser postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco.
O convite foi oficializado durante um almoço, junto com o advogado e ex-candidato a deputado Dr. Washington Cadete da cidade de São Bento do Una. Silvio se disse “confiante na possibilidade do radialista obter muitos votos e surpreender, fato do Brasileiro está cada dia mais procurando novas opções, pessoas de boas índoles e que querem trabalhar a favor do povo”.
Dinho Santos está a frente do Programa Na Boca do Povo a cerca de 5 anos, é realizador da tradicional Festa das Mães, onde distribui com ajuda do comercio de Lajedo e amigos vários brindes para as mães que comparecem ao evento.
Em 2017 enfrentou no Ministério Público a Compesa e empresários da região, por conta da retirada de água da Barragem do Pau Ferro, que na época estava sofrendo com a estiagem de 7 anos. O radialista também em novembro de 2017, em duas ocasiões, reuniu a população e, mais uma vez com ajuda de amigos, conseguiu realizar uma operação “TAPA BURACOS”, na PE-170, sentido Lajedo/Canhotinho, devido a vários acidentes e mortes que aconteceram aos longos dos anos.
Dinho é um ferrenho adversário de maus políticos e do Governo do Estado, faz duras críticas ao Governador Paulo Câmara e sua conjuntura política. Foi candidato a vereador no ano de 2016, pelo PSD, partido que na época era filiado, obtendo 635 votos, ficando na segunda suplência.
Hoje, o radialista Dinho Santos, natural de Água Preta, Mata Sul de Pernambuco, se diz preparado e mais forte para enfrentar novos desafios, que, com ajuda do povo e muita FÉ em Deus, pode mudar a história política da região.
Perguntado se ele aceitou o convite para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado? Com simplicidade diz “depende do povo, dos amigos e da empresa que trabalha. O radialista disse que tem até o dia 30 de junho para tomar uma decisão, mas caso aceite o convite, “que fique claro, que não irá fazer política com mentiras, nem bajulando políticos para garantir votos”

Temer diz que Brasil vai reduzir de 11,5% para 7% dependência externa de combustíveis

terça-feira, 05 de junho de 2018

Meta é que redução se dê em 10 anos. Segundo presidente, Brasil estará menos exposto à variação do preço do petróleo e de variações cambiais.

 

O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (5), durante cerimônia no Palácio do Planalto, que o Brasil estabeleceu uma meta para reduzir de 11,5% para 7% a “dependência externa de combustíveis”.

A redução da dependência externa de combustíveis deverá se dar em dez anos, segundo o Ministério de Minas e Energia.

“Vamos reduzir de 11,5% para 7% a nossa dependência externa de combustíveis. O Brasil estará menos exposto, e essa frase é importante, à variação internacional do preço do petróleo e às flutuações cambiais”, disse Temer.

O presidente deu a declaração durante assinatura de um despacho que aprovou metas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para a comercialização de combustíveis.

Sem citar a greve dos caminhoneiros, que bloqueou rodovias e afetou o abastecimento de diversos produtos no país até a semana passada, o presidente declarou que, ao reduzir a dependência externa dos combustíveis, o Brasil poderá evitar no futuro evitar acontecimentos desta natureza.

“Portanto quem sabe em um futuro não distante, muito próximo, nós consigamos evitar acontecimentos como este que se verificou na semana passada”, completou Temer.

A greve dos caminhoneiros teve início para protestar contra a alta do preço do óleo diesel e a política de preços da Petrobras, que reajustava o valor do combustível conforme a variação do petróleo e do câmbio.

Para encerrar a paralisação, Temer acertou com lideranças dos caminhoneiros a redução de R$ 0,46 no litro do preço do óleo diesel, valor que não será reajustado por 60 dias. O governo reduziu impostos e criou uma subvenção para compensar perdas da Petrobras.

O governo ainda publicou uma portaria de “determina” aos postos de combustíveis repassar o desconto para os consumidores.

Redução de gases

Na cerimônia desta terça, o governo definiu metas de redução de gases causadores do efeito estufa pelos próximos 10 anos.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) propôs ao governo a redução de 10% nas emissões de carbono na matriz de combustíveis do país.

As emissões devem passar dos atuais 74,25 g CO2/MJ para 66,75 g CO2/MJ. Conforme o Ministério de Minas e Energia, a redução corresponde à retirada de 600 milhões de toneladas de carbono da atmosfera até 2028.

As metas foram estabelecidas dentro da Política Nacional dos Biocombustíveis (RenovaBio), aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Temer no ano passado.

A política nacional tratou do uso de biocombustíveis pelo setor de energia para transporte e geração de eletricidade. Os biocombustíveis são produzidos a partir da chamada biomassa, como bagaço e palha de cana-de-açúcar.


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